Imóvel. Não se vê esperança em tais olhos vazios.
Perdida a guerra, não vê outra chance senão por-se em joelhos e pedir por mais uma oportunidade por almas outrora perdidas, lágrimas escorrem, gritos ecoam nos becos, as ruas esvaziam...
Os seres humanos, os tais seres humanos racionais, agora com olhares de revolta e de vingança, já nada resta senão sangue nas suas mãos, mães choram pela morte dos seus filhos agarrando corpos sem vida, culpando o seu Deus.
Os tais olhos vazios, os da criança que perdeu tudo, que testemunhou o desejo de vingança dos que a rodeavam, os que nunca mais voltaram, a mãe que a agarrou e acabou por ser levada por estranhos, "não existe esperança neste mundo louco", são essas as palavras que a criança grita, as únicas que diz, as únicas que sabe dizer, adormece com os sons de tiros, os de gritos, adormece no sitio onde brincava com os seus irmãos, onde os agarra todas as noites, sem vida.
Os tais olhos vazios, os da criança que perdeu tudo, que testemunhou o desejo de vingança dos que a rodeavam, os que nunca mais voltaram, a mãe que a agarrou e acabou por ser levada por estranhos, "não existe esperança neste mundo louco", são essas as palavras que a criança grita, as únicas que diz, as únicas que sabe dizer, adormece com os sons de tiros, os de gritos, adormece no sitio onde brincava com os seus irmãos, onde os agarra todas as noites, sem vida.
Cada dia é uma luta, cada dia é mais um dia de sujar as mãos.


0 comentários:
Enviar um comentário