domingo, 6 de janeiro de 2013

Prisioneiro.



São as vozes, as vozes que permanecem na minha cabeça e me põem doido.

Perdi o controlo sobre mim próprio, cresci num mundo rodeado de ódio, rodeado de vingança e pessoas com preferência de satisfazer os seus próprios desejos a amar.
Cresci num mundo, em que os mais favorecidos têm vantagem sobre os outros, em que crianças passam fome e andam descalços nas ruas muitas sem ter sabido o que é o conforto de um abraço ou sequer aprendido o que é amar, apenas sabem em como roubar ou o que fazer para ganhar um miolo de pão para se alimentar.
Cresci num mundo em que outras pessoas se alimentam dos seus vícios, e ignoram o amor quando muitas outras o desejavam.
Cresci num mundo em que ando só, pelas ruas ouvindo as mentiras que rodeiam o mundo, rodeado de maus olhares e críticas, em que as pessoas sentem o medo de sair de casa, em que os que não merecem ganham e os que merecem perdem.
Que raio de mundo é este? Prefiro ser prisioneiro de mim próprio, vivendo no meu mundo, ouvindo as minhas vozes, o sangue que me rodeia nem é dos que já partiram são daqueles que querem partir, sou rodeado de nojo, seres titulados de humanos que pouco se importam pelos que os rodeiam e por vezes que pouco se importam por si mesmos.
As vozes, as vozes, as vozes falam, eu ouço, dou em louco, o sangue escorre.
Quem sou eu? Quem és tu? Sou apenas um prisioneiro dum mundo perdido.