quarta-feira, 9 de abril de 2014

Extractos

Extractos, extractos do que fui, do que sou hoje do que serei amanhã.
Serei eu um extracto?
Quem serei hoje? Quem serei amanhã? Ou quem serei eu daqui a uns instantes?
Perdi-me nesta imensidão de nada, porque afinal o que é nada? E o que será tudo?
Estou farta de me rodear de um tudo que afinal é um nada, um tudo que no final é simplesmente nada.
Farta de campos verdejantes, seres arrogantes que nada têm senão a sua própria reflexão num espelho sujo no meio dum nada.

E no final este texto ficará incompleto, porque não sei quem vou ser, não sei se nada vai ser tudo ou tudo vai ser nada e a inspiração vai ter voado.
E mesmo assim serei um extracto de tudo o que fui e de do nada que sou.

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