quinta-feira, 26 de abril de 2012

Dear Beloved.


Aquele sorriso parvo, que diz-se que vai de orelha para orelha, quando eu baixo a cabeça para sorrir, e tu sabes logo sabes que estou e tentar esconder o meu sorriso, porque mesmo quando estou nos meus piores momentos sempre estiveste lá com as maiores caretas e os melhores abraços.
Aqueles amuos, em que a minha teimosia vem ao de cima, e quando tentas fugir de mim, abraço-te.
As famosas borbeletas no meu estomâgo, impossíveis de explicar...que após tanto tempo ao teu lado elas ainda aparecem sempre que te vejo, sempre que te faço sorrir ou te beijo, aquela sensação esquesita que sobe dos meus pés á cabeça, que quando tou contigo o tempo pára, pára naquele instante, e mesmo sabendo que as horas estão a passar, aquele momento para mim ainda está congelado.
Quando me deito na cama de cansaço, e tu vens a meu socorro para me mimar, dás o teu peito para eu poder deitar lá a minha cabeça e acabar por adormecer.
Em tantos anos da minha vida nunca senti a felicidade que sinto agora, nunca senti estas borboletas, este sentimento esquesito, aprendi a partilhar, a amar alguém por inteiro.
Amo-te sempre Gabriel.



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Vazio.

Lamento não escrever há muito tempo, vou tentar agora fazer um pequeno texto.

Eu vejo a falta de esperança, a lágrima a querer escorrer pela tua face.
Vejo o teu sofrimento, e luta constante, o teu falso sorriso, ouço as tuas palavras fracas e vazias.
Sofreste muito por algo que há muito já conhecia, por algo que há muito escondia, sentiste a minha falta de apoio, virei-te as costas ouvi-te chorar ouvi-te gritar por ajuda, ignorei.
Se calhar por aquele tempo realmente fui uma má pessoa, se calhar não quis mesmo saber de ti, porque as tuas decisões assombram-me, fazem-me chorar, fazem-me ficar no canto da minha cama todas as noites a pensar no que poderia ter mudado, que talvez as coisas pudessem ser diferentes se assim o quisesses, talvez até pudessem melhorar.
Sei que não pensaste por ti, pensaste em todos nós, pensaste em amor em família, em conjunto, afinal foi o que sempre quiseste, não foi?
Agora que achas que tens tudo o que tens é o que querias, porque ainda te vejo tão vazia e incompleta? 
Porque ainda te vejo com um olhar a sussurrar por ajuda, a lutares contigo própria por te achares fraca, sem encontrares armas para combater e veres-te presa por apenas mais uma das muitas jaulas que já tentaste escapar.
Sinto-me presa numa delas, sinto quatro paredes a abafar cada suspiro que dou, as minhas respirações a tornarem-se pesadas, sinto as lágrimas a correr-me a face por cada passo que dou sem olhar para trás.
Continua a ignorar cada coisa que fazes, cada decisão que tomas, podemos chamar-lhe egoísmo, mas apenas o faço porque te amo.
Só espero que te apercebas que cresci, já não sou uma pequena ignorante, eu sei das minhas acções, só não quero ficar presa como tu estás.