É com uma lágrima a correr-me pela face que escrevo este texto.
Não sabes o mal que me faz ver-te mal, com tanto peso nos teus ombros, de hospital em hospital desde a minha infância, sempre com más notícias ás costas e sempre a tentar sobreviver, mas sempre com um sorriso na cara, porque sempre foste mulher para mostrares aos outros que apesar de tudo és forte, e que consegues combater contra o teu próprio coração, uma e outra vez.
É por isso que vou escrever um texto, porque sinto que mereces, e sempre admiraste os meus textos, sempre derramaste uma lágrima a lê-los.
Foste tu, a pessoa que após a morte do meu pai me recolheu de braços abertos, sempre com aquele carinho de mãe.
Criaste-me, como se fosse tua, como se tivesse saído do teu ventre, deste-me todo o amor possível, deste-me o primeiro banho, a primeira papa, a primeira sopa, viste-me a dar os primeiros passos, e até as minhas primeiras palavras.
Sempre me mimaste ao máximo, gostavas de ver um sorriso na minha cara sempre que recebia uma nova boneca, ou uma nova roupinha, e gostavas sempre daqueles constantes beijinhos que te dava nas bochechas e quando te dava abracinhos e te titulava de mãe.
Porque durante 6 anos da minha vida foi o que tu foste, a minha mãe.
E ainda hoje o és, continuas da mesma maneira, continuo a tua menina, a tua "carraça" sempre me apoiaste mesmo nas minhas loucuras, sempre me protegeste e compreendeste.
Por isso, escrevi esse pequeno texto para passar a mensagem de que quero que continues a lutar, porque sei que consegues, sempre me mostraste o que consegues ser forte apesar de tudo e admiro-te por tal.
Não consigo parar de chorar porque custa-me ver-te em baixo.
Eu amo-te, e sei que vais conseguir passar por isto, o que quer que o médico diga, porque sempre foste a teimosa que contraria tudo o que o médico diz.
terça-feira, 26 de abril de 2011
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